quinta-feira, 17 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Enfim o PT se pronuncia
Emiliano José*
Os últimos anos têm sido pródigos em mudanças no Brasil. E elas ocorrem não aos saltos, mas por força de uma nova hegemonia que se vai construindo, que se vai tecendo pouco a pouco, conquistando corações de mentes, e vão se desenvolvendo, sobretudo, depois que o presidente Lula tomou posse em 2003. O que quer dizer que são resultado do milagre da política. Esta, no dizer de Hannah Arendt, é a única com possibilidades de produzir milagres, e certamente ela, ao dizer isso, não queria agredir aos homens e mulheres de fé, que não se discute.
Temos já outra Nação, com mais autonomia, com auto-estima elevada, exercendo a sua soberania, distribuindo renda, começando a enfrentar os nossos gigantescos problemas sociais. A presidenta Dilma dá sequência, com muito vigor, ao projeto iniciado em 2003, especialmente preocupada com o combate à pobreza extrema, ainda tão presente em nosso País. Ainda há muito que mudar. E cito problemas que teremos que enfrentar, como o da necessidade da reforma política e o da regulação dos meios de comunicação audiovisuais.
É especificamente sobre a regulação dos meios de comunicação que pretendo me debruçar nesse artigo. E o faço porque tenho me preocupado com isso desde há muito, dada a minha condição de cidadão, militante, jornalista e professor de Comunicação, e, também, pelo fato de o líder de minha bancada na Câmara Federal, deputado Paulo Teixeira, ter me destacado para contribuir na articulação da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e pelo direito à comunicação, ao lado de parlamentares de partidos diversos, entre os quais destaco a deputada Luiza Erundina, que sempre se dedicou à luta pela democratização da comunicação no Brasil.
Não é necessário estender-me muito para dizer da importância dos meios audiovisuais ou da mídia enquanto um todo, incluindo a impressa. Desde o seu surgimento em sua forma mais moderna, a imprensa ocupou um papel essencial na construção ou desconstrução de hegemonias políticas. E ocupou o centro também da construção de novas formas de convivência, de existência na humanidade. A mídia é construtora de uma nova sociabilidade. Por isso mesmo, não há Estado contemporâneo que não se preocupe com a regulação dos meios de comunicação, especialmente, nos tempos que vivemos, regulação dos meios de comunicação audiovisuais.
Como são essenciais à construção cotidiana da democracia, os meios audiovisuais têm que ser regulados pelo Estado de Direito democrático, como ocorre nos países de democracia considerada avançada. Curioso é que no Brasil quando se fala em regulação, alguns meios sentem-se agredidos, como se isso não fosse próprio do Estado democrático, como se isso não ocorresse em nações civilizadas e de democracias muito mais longevas do que as nossas. É que o uso do cachimbo faz a boca torta.
As poucas famílias que controlam nossa mídia considerada hegemônica acostumaram-se com uma regulação completamente anacrônica, defasada, sem qualquer conexão com a contemporaneidade, uma legislação inteiramente desconectada de uma sociedade midiatizada e que, por isso mesmo, não pode ficar à mercê da boa ou má vontade dos controladores privados dos meios audiovisuais. Uma sociedade midiática, onde os meios audiovisuais são impressionantemente majoritários, e invadem, para o mal ou para o bem, todas as classes sociais e todas as idades, não pode prescindir de uma legislação que dê conta de todas as novas e impressionantes singularidades desse admirável mundo novo. Que regule esse mundo.
Parece incrível, mas é verdadeiro: o Código Brasileiro de Telecomunicações, instituído pela Lei 4.117, é de 1962. Isso mesmo, não errei na data. É de quase meio século atrás. Quando, por exemplo, a televisão não era ainda o meio hegemônico. Quando as emissoras de rádio e os jornais tinham uma extraordinária importância. O Código sofreu alterações em 1967, sob a ditadura militar, e naturalmente para aplainar o caminho de uma sociedade que começaria a viver a idéia de um País em rede. No final de 1969, início dos anos 1970, surge a Rede Globo, alcançando todo o Brasil, para dar suporte político à ditadura, como todos o sabem.
Como um código desses pode dar conta dessa avassaladora presença dos meios audiovisuais, agora cada vez mais miniaturizados, concentrados em minúsculos aparelhos, admirável mundo novo da convergência digital, que pode chegar, de uma forma ou de outra, aos mais ricos e aos mais pobres, e cuja influência é gigantesca? Não pode mais. Decididamente, não pode.
Não se aceita mais que um País, com tamanha diversidade social, política e cultural, com tantas vozes e discursos, tão multifacetado, com uma cultura plural, riquíssima, se veja submetido a monopólios que insistem num pobre discurso único, de baixo nível. Democratizar a comunicação é respeitar a Constituição que veda monopólios. Democratizar a comunicação é dar voz a tantos atores sociais silenciados. Democratizar a comunicação é ampliar a propriedade dos meios para além dos monopólios. A democracia é que reclama isso.
O governo Lula, na reta final ano do segundo mandato, começou a discutir o problema. Teve a coragem de convocar a I Conferência Nacional de Comunicação. Isso mesmo, a primeira. E olhe que o Brasil realiza conferências populares uma atrás da outra. Mas a comunicação estava fora da agenda, não entrava na nossa pauta política. E, também, sob a direção do ex-ministro Franklin Martins, começou a elaborar um anteprojeto de regulação dos meios audiovisuais e o concluiu, deixando claro que não se iria tratar dos meios impressos. Esse anteprojeto está nas mãos do ministro Paulo Bernardo, das Comunicações.
E esse novo marco regulatório, cujo conteúdo ainda não conheço, certamente terá que discutir a concentração dos meios de comunicação audiovisuais nas mãos de poucas famílias, a propriedade cruzada desses meios (ou seja, diferentes meios de comunicação nas mãos de um único grupo), o fato de tantos meios audiovisuais se encontrarem nas mãos de políticos, as dificuldades para a constituição de rádios e tevês comunitárias, a importância do fortalecimento de um setor público audiovisual a exemplo do que ocorre nos países mais desenvolvidos, a regulamentação dos artigos da Constituição que asseguram, por exemplo, o respeito aos direitos humanos e a obrigatoriedade da produção regional entre tantos outros temas. Uma discussão, como temos defendido no início das articulações para a constituição da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e pelo direito à Comunicação, que conte com participação popular, com entidades que têm se dedicado a essa luta e à luta pelo respeito aos direitos humanos por parte dos meios audiovisuais, useiros e vezeiros em desrespeitar tais direitos.
Por ser um assunto maldito, que estava fora da pauta política, ainda há temor em tratar dele no Congresso Nacional, para além dos parlamentares eventualmente afinados com os lobbies dos monopólios. A bancada do meu partido, no entanto, estará firme nessa luta pela democratização dos meios de comunicação. E sei que bancadas como a do PSB, do PC do B, do PSol penso que também a do PDT, espero também que do PV e de outros partidos, deverão de dedicar a essa luta. Torço e luto para que toda a base aliada do Governo da presidenta Dilma se una em torno do novo marco regulatório quando ele chegar à Câmara Federal. Nossa bancada já está nessa luta. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
*jornalista, escritor, deputado federal (PT/BA)
Agripino Maia no Rabo de Palha
Sem comentários porque ainda é de manhã e não fiz meu desjejum ...
segunda-feira, 14 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Santayana: o Papa faz política, sim !
O Cristo que vive entre nós
Mauro Santayana
O papa Bento 16, na biografia de Cristo que acaba de publicar, decretou, de sua cátedra, que Cristo separara a religião da política. Mais do que isso, participa de um dos equívocos de São Paulo – porque até os santos se enganam – o de que, se Cristo não ressuscitou de entre os mortos, “vã é a nossa fé”. Cristo ressuscitou dos mortos, não em sua carne perecível, mas em sua grandeza transcendental. O papa insiste – e nessas insistências a Igreja sempre se perdeu – em que o corpo de Cristo ainda existe, em toda a fragilidade da carne, em algum lugar, ao lado de Deus. Com isso, o Santo Padre separa Cristo da humanidade a que ele pertence, e o situa no espaço da mitologia dos deuses pagãos.
A afirmação mais grave do Papa, de acordo com o resumo de suas idéias, ontem divulgadas, é a de que política e religião são instituições separadas a partir de Cristo. A própria história do Vaticano o desmente. A Igreja Católica – e todas as outras confissões religiosas – sempre estiveram a serviço do poder político, e em sua expressão mais desprezível. Para não ir muito longe na História – ao tempo da associação entranhada entre os reis, os imperadores e o Vaticano, durante a Idade Média -, bastam os exemplos de nosso século. Os documentos existentes demonstram o apoio da Igreja a ditadores como Hitler, considerado, por Pio XII, como “um bom católico”. Mais recentemente ainda, houve a “Santa Aliança”, conforme a denominou o jornalista norte-americano Bob Woodward, entre o antecessor de Ratzinger e o presidente Reagan, dos Estados Unidos, com o propósito definido de acabar com a União Soviética. Por acaso não se trata de uma escolha política do Vaticano a rápida canonização do fundador da Opus Dei, como santo da Igreja, e o esquecimento de grandes papas, como João 23, e de mártires da fé, como o bispo Dom Oscar Romero, de El Salvador?
A religião sempre esteve na origem e na inspiração da política, e, em Cristo, essa identidade comum se torna ainda mais nítida. O campo da razão em que a fé e a política se encontram é o da ética. A ética é uma exigência da fé em Deus e do compromisso com a vida humana. A política, tal como a identificaram os grandes pensadores, é a prática da ética. A ética política significa a busca do bem de todos. Nessa extrema exegese do que seja a ética, como o fundamento da justiça, a boa política é a da esquerda, ou seja, da visão de igualdade de todos os homens.
Em Cristo, a fé é o instrumento da justiça. Quem quiser confirmar esse compromisso político de Cristo, basta ler os Atos dos Apóstolos, e verificar como viviam as primeiras comunidades cristãs, unidas pela absoluta fraternidade entre seus membros, enfim, uma sociedade política perfeita. Ao negar a essencial ligação entre a fé cristã e a ação política, o papa vai além de seu velho anátema contra a Teologia da Libertação, surgida na América Latina, um serviço que ele e Wojtyla prestaram, com empenho, aos norte-americanos. Ele se soma aos que, hoje, ao separar a política da ética da justiça, decretam o fim da esquerda.
Esse discurso – o de que não há mais direita, nem esquerda – vem sendo repetido no Brasil. Esquerda e direita, ainda que a denominação venha da França revolucionária de 1789, sempre existiram. Na Palestina, no tempo de Jesus, a esquerda estava nos pescadores e pecadores que o seguiam, e a direita nos “fariseus hipócritas”, que, no Sinédrio, e a serviço dos romanos, o condenaram à morte.
O papa acredita que a Igreja sobreviverá à crise que está vivendo. Isso é possível se ela renunciar a toda sua história, a partir de Constantino, e retornar ao Cristo que andava no meio do povo, perdoava a adúltera, e chicoteava os mercadores do templo. O Cristo que ressuscitou dos mortos está ao lado dos que vêem a fé como a realização da justiça e da igualdade, aqui e agora.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Momento de reflexão para mudança ...
Uma cena lamentável e que me deixa indignado todos às vezes em que a TV insiste em passar e chamar os bandidos de torcedores corinthianos, esquecendo que é uma nação de 25 milhões de pessoas e a grande maioria desaprova aquele ato.
Porém, o carnaval nos trouxe surpresas e momentos daqueles que você fala "Tá vendo o mundo dá voltas". A Gaviões da Fiel, responsável pela organização do ato de vandalismo, ficou em 5º lugar na disputa do Carnaval de São Paulo em 2011 e não, nenhum torcedor indo lá na sede da Escola quebrar tudo, xingar, destruir carros ...
Devemos lembrar que futebol é esporte, é alegria, fiquei triste, magoado com o Corinthians mas ao ponto de fazer um papelão daqueles não dá ...
Próximo jogo ou próximo campeonato, seu time perdeu, respire fundo, pegue sua família e vão passear ano que vem tem mais ...
sábado, 5 de março de 2011
O Porquê do Prefeito "matador de baratas"

Devido a muitos pedidos kkkkkkkkkkkk
eu vou dizer porque o Marcelo Barbieri, ou MB, ou Barbi (esse é de um amigo) agora se tornou o "matador de baratas" ...
Na reunião do diretório municipal do PMDB, o "matador de baratas" fez um discurso que ficará para a história (história dele é claro), disse que muitas vezes já sentiu medo, até mesmo de matar baratas porque ela fica correndo de um lado pro outro (nada haver né, mas continuando ...) e que ela só morre se você bater com força (é claro que ele nunca foi apresentado ao Raid) e disse que irá esmagar a oposição sem dó ...
é claro que o "matador de baratas" mostrou mais uma ignorância, a de que em um Estado Democrático com eleições diretas e universais, só o desejo da sociedade pode "esmagar" um partido ou um pensamento político, o "matador de baratas" deve estar pensando que Araraquara é o seu playground onde ele brinca e deixa brincar quem quiser ...
Denuncio à Secretaria do Meio Ambiente e aos defensores dos animais, que o "matador de baratas" influencia as pessoas serem perversas com as pobres baratas e isso não deve ser do comportamento de um prefeito (se é que ele tem noção de comportamento de um prefeito) ...
E só mais uma aula ao "matador de baratas", cientistas do mundo inteiro comprovam que
o único animal que sobreviveria a uma tragédia nuclear seria a barata, pela sua capacidade de se defender e se adaptar aos ambientes mais hostis ...
Matheus Santos uma barata, com certeza !!!
Projeto "Cidade Limpa" é vetado pelo prefeito "matador de baratas"
Após quase 2 anos de elaboração, mais de 32 reuniões e várias consultas, liberar os outdoors do projeto (pressão dos grupos que apoiam o governo municipal) o vereador Chediek consegue o que parecia impossível, não levar em frente seu projeto e que fosse vetado pelo próprio prefeito, inacreditável como são despolitizados, desorganizados, desarticulados, inresponsáveis e como o PMDB está unido em Araraquara.
Às vezes fico pensando, como é que eles veem um companheiro de partido. Se no começo dessa semana fizeram uma reunião do diretório municipal e todos os líderes pmdbistas araraquarenses estavam lá e falaram em união do partido para 2012 e até compararam a oposição à uma barata dizendo que iriam esmagá-la, e no primeiro ato do governo, pra mostrar que estão unidos, o prefeito veta o principal projeto da Câmara e que tem como "articulador" o vereador Chediek.
Estamos bem servidos de política aqui em Araraquara, e o pior de tudo ainda tem mais 2 anos ...
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Aumento do número de vereadores e o desencanto do eleitor
Em sessão ordinária nesta terça, 15 de Fevereiro, durante 6 horas os vereadores araraquarenses aprovaram 21 projetos dentre eles, o mais polêmico, que aumenta o número de cadeiras da Casa para a próxima eleição municipal. A bancada petista (Carlos Nascimento, Édio Lopes e Márcia lia), junto aos vereadores Juliana Damus (PP) e Dr. Lapena (sem partido) tentaram vários meios para qualificar o debate e barrar esse aumento. Propostas desde a realização de um plebiscito até um número conciliador de 17 vereadores, mas nada adiantou, a base governista liderada pelo vereador João Farias (PRB) conseguiu aprovar o projeto.
Um dos argumentos, usado pelos vereadores em defesa do aumento das cadeiras foi à obediência para com a Constituição Federal, pois esta determina 21 vereadores para uma cidade acima de 160.000 mil habitantes (até 300.000 mil habitantes). Porém, os vereadores se esqueceram de algumas situações básicas que também estão na Constituição Federal, como igualdade, direitos dos cidadãos e participação direta da população nas decisões, devido ao assunto polêmico e que acarretará um aumento dos gastos da Câmara em torno de pouco mais que três milhões de reais por quatro anos, os parlamentares deveriam ter consultado a população, pois será ela a responsável por pagar as novas despesas.
Outra defesa dos vereadores adeptos a esta tese do aumento, em seus discursos apontaram a necessidade de maior representatividade da população na Câmara, população à qual não participa da vida política desses parlamentares, como mostram todas as pesquisas realizadas, onde mais de 70% dos araraquarenses não acompanham o trabalho do legislativo. Necessidade que não foi defendida, pelos mesmos, na composição do
conselho do Fundo Municipal de Cultura. E Não adianta culpar a falta de interesse das pessoas no tema, porque ter sessões ordinárias nas terças-feiras que começam às 15 horas é para a população não acompanhar mesmo.
Os governistas são os maiores interessados no aumento, pois terão nas próximas eleições a máquina administrativa na mão, enquanto deveriam se preocupar com a participação popular e maior qualidade política dos eleitos. Então não se assustem se para os próximos fatídicos dois anos dessa legislatura as discussões ficarem centradas na nova sede que deverá ser construída, a atual mal aloja 13 vereadores.
Espero só não irem importunar a Biblioteca Municipal Mário de Andrade e que não apareçam com outras soluções mirabolantes que acarretarão maiores dores de cabeça para a população.
É assustador, como cresce o sentimento de desconfiança da população no Legislativo em
geral e que se reflete em nossa cidade. Não há neste país órgão que seja mais desacreditado que o Congresso Nacional e vejo se repetir nos solos da Morada do Sol. Os únicos responsáveis por esses sentimentos ruins, serem alimentados nos corações araraquarenses, são os próprios eleitos, que se distanciaram de suas bases, fecharam os seus ouvidos aos gritos e berros vindos das ruas. Torcemos para que no próximo pleito nós consigamos transformar esse aumento quantitativo em qualitativo e melhorarmos a imagem de um órgão tão importante para a Democracia, que é a Câmara Municipal.
Matheus Santos
Graduando em Administração Pública pela Unesp Araraquara
Editor do Valor&Virtud
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Viva a Democracia
Fim de mais um ditador e vitória de mais um povo livre !!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
O novo Presidente e a velha Política
Para conseguir o apoio dos petistas e definir sua vitória, Boi, ou Aluízio Braz, fechou um acordo de que cederia aos oposicionistas a primeira secretaria, a presença na Comissão de Justiça e a presidência da Comissão de Orçamento, porém o novo presidente não cumpriu com o acordo. Aceitou Édio Lopes como seu primeiro secretário, mas quando chegou no momento de definir as comissões Boi mostrou sua habilidade política (cada um avalia se é boa ou ruim) deu um cano no PT cedendo as pressões do prefeito Marcelo Barbieri, por meio de seu líder na casa o vereador João Farias(PRB).
Boi foi eleito com a esperança de renovação da política da Câmara, porém seus atos como novo presidente mostram que seu estilo é o mesmo da política do século passado e que esta preso aos vícios e malandragens de níveis baixos que seu ambiente de trabalho proporciona.
Um político que busca reconhecimento e respeito entre todos os que o rodeiam deve no mínimo ter uma palavra firme que cumpra seus acordos. Para chegar ao nível de grandes políticos você deve assumir o ônus de seus acordos mostrando se preocupando apenas em ser alguém confiável.
Braz enfrentará durante seus dois anos o descrédito e a desconfiança de seus colegas de Casa, pois não há dúvidas de que ninguém confiará em uma pessoa que trai aqueles que te ajudaram e estende a mão a quem te quis o mal.
É Araraquara saiu da frigideira e entrou de cabeça no fogo!!
E mais uma vez nossos vereadores da gestão de 2008/2012 forçam a tese de muitos analistas, principalmente deste blogueiro, de que a qualidade da Casa de Leis araraquarense anda baixa, bem baixa.
Matheus Santos
valorevirtud@bol.com.br
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Vêm aí as parcerias público-religiosas
A chefia de Gilberto Carvalho na Secretaria-Geral aproximou os movimentos religiosos da Presidência. Aliados de Dilma ouvidos pelo Correio afirmam que parte da crise deflagrada no primeiro turno da eleição presidencial — quando ruídos de comunicação estremeceram a relação da então candidata petista ao Palácio do Planalto com setores mais conservadores da sociedade — foi ocasionada pela distância entre o governo e as lideranças religiosas. A falta de diálogo, afirmam, resultou no segundo turno da eleição. Carvalho, então, foi convocado para apagar o incêndio.
Para evitar que a relação com o segmento volte a esfriar, o governo se esforçou para construir um canal de interlocução desde o início do mês com as lideranças religiosas. A partir de fevereiro, uma série de reuniões deve ser iniciada para discutir o plano de erradicação da pobreza.
O deputado Jefferson Campos (PSB-SP), integrante da Frente Parlamentar Evangélica, afirma que, se o governo consolidar a parceria com as entidades religiosas, a rede de distribuição de alimentos, o atendimento médico e os cursos profissionalizantes que hoje existem de maneira informal, constituindo uma espécie de trabalho de caridade, podem ser ampliados. “As igrejas já oferecem cursos, distribuem alimentos e alfabetizam. Nas entidades religiosas também existem centenas de colégios e escolas. As igrejas sempre têm salas ociosas, onde poderiam criar consultórios, com dentistas e médicos. Se houver um implemento do governo, não tenho dúvida de que a igreja pode contribuir muito mais. Podemos nos colocar à disposição dos ministérios”, prevê.
O deputado lembra que as igrejas estão em muitas áreas a que o Estado tem dificuldade de chegar. “Nos morros do Rio, as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) chegaram, mas a igreja já estava lá há muito tempo. A igreja tem a credibilidade da população.”
CNBB
O presidente nacional do Mutirão Para a Superação da Miséria e da Fome da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bispo Guilherme Werlang, também é um entusiasta das parcerias público-religiosas. O bispo destaca que só a CNBB tem 21 pastorais sociais e que a igreja poderia contribuir muito mais para a erradicação da miséria se trabalhasse em parceria com o governo.
Werlang sugere, por exemplo, a elaboração de projetos com caráter municipal para ensinar a gerar renda e evitar o desperdício de alimentos. “Nós temos muitas coisas para olhar e podemos otimizar o que já existe, como o aproveitamento de mantimentos, por exemplo. Na época das mangas, 90% da produção da fruta se perdem. Se atuássemos em parceria com a Vigilância Sanitária, do Ministério da Saúde, poderíamos montar uma equipe de coleta para acondicionar e distribuir alimentos que restaurantes e hotéis não aproveitam. São alimentos de ótima qualidade, mas se perdem, pois não há estrutura para distribuição.”Correio
Campanha irá arrecadar alimentos para vítimas no RJ
Por Gabriela MartinsTamanho do Texto:
Devido à tragédia do Rio de Janeiro, a Defesa Civil de Araraquara dará início à Campanha SOS Rio para arrecadar alimentos para as vítimas das enchentes na região serrana do Estado.
A mobilização será feita pela Prefeitura de Araraquara, a Câmara Municipal, o Fundo Social de Solidariedade e a Defesa Civil. A logística da campanha e os locais de coleta serão definidos em uma reunião marcada para a próxima segunda-feira.
Mas a Defesa Civil adianta que a prioridade é para doações de material de higiene pessoal, alimentos não-perecíveis e água potável. Doações em dinheiro podem ser realizadas nas agências do Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal.
Mais informações podem ser obtidas no Fundo Social pelo telefone (16) 3331-5406.
Temos que rir para não chorar ... mais abobrinhas de João
João foi escolhido pelo prefeito Marcelo para ser líder na câmara e defender um governo que ninguém quer defender, seu antecessor Tenente Santana deve amargura até hoje sua decisão de ocupar este posto e perde espaço político dentro da Casa de Leis. Farias deu uma entrevista ao jornal Tribuna Impressa e soltou uma declaração de uma análise profunda. Disse que os dois ano de governo de Marcelo Barbiei dão um "baile" nos 8 anos de governo de Edinho Silva. Edinho foi considerado pela população o melhor prefeito da história de Araraquara e saiu com uma alta aprovação de seu governo (isso quem fala são os araraquarenses). Não foi à toa que Edinho obteve uma votação histórica para deputado estadual na cidade. Sem contar que o ex-prefeito petista é bem vindo em todos os lugares de Araraquara. Seus anos de governo foram reconhecidos nacionalmente, quando o Firjan escolheu, em pesquisa, Araraquara a cidade mais desenvolvida do Brasil com base em 2007 (recomendo ao vereador visitar o site www.firjan.org.br). Edinho transformou Araraquara, costumo dizer que ele recebeu em 2002 uma fazenda e entregou em 2008 uma cidade desenvolvida, séria e com geração de empregos.
Alguém avisa ao "gênio" da política que quem define o que é melhor ou pior é a população, e que o prefeito Marcelo Barbieri ainda tem mais dois anos para cumprir suas promessas. Avisem também ao ilustre vereador que nós populares não passamos a tarefa de analisar os governo à ninguém e que ele não pode falar por Araraquara.
Depois de ler a entrevista o prefeito Marcelo Barbieri deve ter começado a chorar, pois tudo o que ele nunca quis era ser comparado ao Edinho, mostrando que tinha começado um novo governo. E se o nobre vereador quer defender mesmo o governo de Marcelo e tentar sua continuação evite também comparações com Edinho e o governo do PT, porque a população não é mais boba e terá 4 anos para comparar, e o povo vai comparar, vai colocar na balança quem foi melhor.
João Farias começa seu posto de líder atirando dentro da própria casa.
Bela escolha prefeito.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Presidenta, sim!
11 de janeiro de 2011 às 10:58h
Se uma mulher e seu cachorro estão atravessando a rua e um motorista embriagado atinge essa senhora e seu cão, o que vamos encontrar no noticiário é o seguinte: “Mulher e cachorro são atropelados por motorista bêbado”. Não é impressionante? Basta um cachorro para fazer sumir a especificidade feminina de uma mulher e jogá-la dentro da forma supostamente “neutra” do masculino. Se alguém tem um filho e oito filhas, vai dizer que tem nove filhos. Quer dizer que a língua é machista? Não, a língua não é machista, porque a língua não existe: o que existe são falantes da língua, gente de carne e osso que determina os destinos do idioma. E como os destinos do idioma, e da sociedade, têm sido determinados desde a pré-história pelos homens, não admira que a marca desse predomínio masculino tenha sido inscrustada na gramática das línguas.
Somente no século XX as mulheres puderam começar a lutar por seus direitos e a exigir, inclusive, que fossem adotadas formas novas em diferentes línguas para acabar com a discriminação multimilenar. Em francês, as profissões, que sempre tiveram forma exclusivamente masculina, passaram a ter seu correspondente feminino, principalmente no francês do Canadá, país incomparavelmente mais democrático e moderno do que a França. Em muitas sociedades desapareceu a distinção entre “senhorita” e “senhora”, já que nunca houve forma específica para o homem não casado, como se o casamento fosse o destino único e possível para todas as mulheres. É claro que isso não aconteceu em todo o mundo, e muitos judeus continuam hoje em dia a rezar a oração que diz “obrigado, Senhor, por eu não ter nascido mulher”.
Agora que temos uma mulher na presidência da República, e não o tucano com cara de vampiro que se tornou o apóstolo da direita mais conservadora, vemos que o Brasil ainda está longe da feminização da língua ocorrida em outros lugares. Dilma Rousseff adotou a forma presidenta, oficializou essa forma em todas as instâncias do governo e deixou claro que é assim que deseja ser chamada. Mas o que faz a nossa “grande imprensa”? Por decisão própria, com raríssimas exceções, como CartaCapital, decide usar única e exclusivamente presidente. E chovem as perguntas das pessoas que têm preguiça de abrir um dicionário ou uma boa gramática: é certo ou é errado? Os dicionários e as gramáticas trazem, preto no branco, a forma presidenta. Mas ainda que não trouxessem, ela estaria perfeitamente de acordo com as regras de formação de palavras da língua.
Assim procederam os chilenos com a presidenta Bachelet, os nicaraguenses com a presidenta Violeta Chamorro, assim procedem os argentinos com a presidenta Cristina K. e os costarricenses com a presidenta Laura Chinchilla Miranda. Mas aqui no Brasil, a “grande mídia” se recusa terminantemente a reconhecer que uma mulher na presidência é um fato extraordinário e que, justamente por isso, merece ser designado por uma forma marcadamente distinta, que é presidenta. O bobo-alegre que desorienta a Folha de S.Paulo em questões de língua declarou que a forma presidenta ia causar “estranheza nos leitores”. Desde quando ele conhece a opinião de todos os leitores do jornal? E por que causaria estranheza aos leitores se aos eleitores não causou estranheza votar na presidenta?
Como diria nosso herói Macunaíma: “Ai, que preguiça…” Mas de uma coisa eu tenho sérias desconfianças: se fosse uma candidata do PSDB que tivesse sido eleita e pedisse para ser chamada de presidenta, a nossa “grande mídia” conservadora decerto não hesitaria em atender a essa solicitação. Ou quem sabe até mesmo a candidata verde por fora e azul por dentro, defensora de tantas ideias retrógradas, seria agraciada com esse obséquio se o pedisse. Estranheza? Nenhuma, diante do que essa mesma imprensa fez durante a campanha. É a exasperação da mídia, umbilicalmente ligada às camadas dominantes, que tenta, nem que seja por um simples -e no lugar de um -a, continuar sua torpe missão de desinformação e distorção da opinião pública.
Marcos Bagno é professor de Linguística na Universidade de Brasília
Original CartaCapital.com.br
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Notícia pra começarmos bem 2011 ...
Uma notinha publicado na coluna Outro Canal, deve deixar os tucanos preocupados. Afinal, JN sempre foi a bancada de propaganda do PSDB n TV. O "Jornal Nacional" (Globo) fechou 2010 com a pior audiência de sua história.Segundo pesquisa do Ibope, o noticiário registrou em 2000 média de 39,2 pontos, com 56% de share (participação entre TVs ligadas). (Cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande SP).
Encerrou 2010 com média 29,8 pontos e 49,3% de share, uma queda de 24% de audiência em relação a 2000: perdendo um de cada quatro telespectadores.Também pela primeira vez, o "JN" ficou abaixo dos 50% de share. Seu ápice na década foi em 2004, em que alcançou média de 39,4 pontos e 61,9% de share.
Que seja abençoada a democracia!!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Você confia no Serra? Ia votar no Serra? Leia isso então:
DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO
CATIA SEABRA
ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA
O governador Geraldo Alckmin auditará todos os contratos de terceirização de serviços herdados da gestão de José Serra (PSDB).
Os alckmistas dizem que não é revanche, mas a determinação de Alckmin repete pacote anunciado por Serra em 2007 que abriu crise entre "serristas" e "alckmistas".
Na primeira semana de governo, Serra apresentou medidas de austeridade fiscal, que incluíam desde a revisão de contratos até pente fino no funcionalismo. Alckmin havia deixado o governo em 2006 e se sentiu exposto.
Nessa gestão, o pente-fino nos contratos e repasses a entidades sociais será feito pelo secretário de Gestão Pública, Julio Semeghini (PSDB-SP).
Só os serviços terceirizados que serão auditados somam R$ 4,1 bilhões em gastos, sendo R$ 2,8 bilhões na administração direta e R$ 1,3 bilhões na indireta.
Todo o trabalho de Semeghini será orientado pelo consultor de gestão Vicente Falconi, do INDG (Instituto de Desenvolvimento Gerencial). Falconi orientou o chamado "choque de gestão" feito pelo senador eleito Aécio Neves em Minas, quando governador do Estado.
NEM ALCKMIN CONFIA NELE, NEM O AÉCIO, NEM O FHC, NEM O PSDB ... UFA SOBRO ALGUÉM ?
É DILMAA
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Candidatos ao troféu PIG de ouro 2010
O de morrer de rir algumas delas, e de chorar outras, chorar porque como alguns b... como esses podem escrever todas as besteiras do mundo e não serem cobrados !?
Entrem e vejam com os próprios olhos...
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/12/candidatos-ao-trofeu-pig-de-ouro-2010.html
terça-feira, 30 de novembro de 2010
E agora Alckmin? Vai copiar o Cabral ou vai dizer que aqui em São Paulo não há lugar dominado pelo tráfico?
Em 9 dias de conflito, RJ teve menos mortes do que em SP em 2006
Foram 37 mortes no Rio e 87 em São Paulo, segundo dados oficiais.
Nos dois estados, ataques de criminosos se seguiram a uma reação policial.
Roney Domingos e Leticia Macedo
Do G1 SP
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Carro da polícia paulista baleado em 2006 e cabine
da PM-RJ atacada em 2010 (Imagens: TV Globo)Nove dias de conflito no Rio de Janeiro, completados nesta segunda-feira (29), registraram menos mortes do que em São Paulo, em um mesmo número de dias em 2006, segundo dados oficiais. A comparação indica também mais armas apreendidas no Rio e um número semelhante de prisões e de veículos queimados nos dois estados.
Nos dois casos, as ações de criminosos se seguiram a uma reação das forças de segurança. No Rio, o primeiro registro de carros queimados é no domingo, dia 21.
* No caso de SP, inclui agentes penitenciários e guardas municipais
Em São Paulo, os ataques organizados por uma facção criminosa começaram em 12 de maio de 2006.
Segundo balanço divulgado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro na segunda (29) à noite, houve 37 mortos, 205 armas apreendidas, 123 prisões e 100 veículos queimados (houve também 2 carros queimados no domingo, 21, totalizando 102), de segunda (22) até as 19h30 de segunda (29). Não houve registro de morte ligada ao conflito no dia 21. A PM tem atualizado esses dados neste link.
A Secretaria da Segurança de São Paulo registra, de 12 a 20 de maio de 2006, 87 mortes, 149 armas apreendidas, 125 prisões e 82 ônibus incendiados. Veja no quadro ao lado mais detalhes.
Os números de mortes foram atualizados pela secretaria na semana passada, a pedido do G1, com dados consolidados. Os demais dados de São Paulo constam de balanços divulgados em 2006.
O número de mortes em São Paulo pode ser maior. Um conta divulgada no ano passado por uma organização não-governamental indica que houve mais de 500 mortes (leia reportagem).
O que dizem hoje o governador de SP e o ministro da Justiça da época
Governador de São Paulo em 2006, o atual secretário de Negócios Jurídicos da Prefeitura de São Paulo, Claudio Lembo, afirma que acompanha "com atenção, mas à distância" os eventos no Rio de Janeiro. Para ele, "são situações complexas e diferentes", embora em São Paulo a crise tenha sido um pouco pior. "Aqui (em SP) foram quatro ou cinco dias de conflito, no máximo. Aconteceu no sábado e na segunda-feira tínhamos terminado tudo. O que foi difícil foi nos presídios. Aí demorou um pouco mais, porque eles (presos) quebraram tudo e teve de recompor todos eles. Acho que em São Paulo foi um pouco pior", afirma.
Lembo, que na época culpou a "elite branca" pela crise da segurança pública em São Paulo, disse ao G1 que os dois eventos, no Rio e em São Paulo, têm, em comum, a "criminalidade e a miséria, que deu nessa tragédia toda". Para ele, é necessário que haja "uma revisão da política social do Brasil. Que haja uma melhor distribuição da riqueza."
Para o advogado Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça em maio de 2006, “a diferença é que nesta última (no Rio) quem tomou a iniciativa foi o poder público e naquela (2006) houve mais uma atitude reativa contra o crime organizado dentro dos presídios.” O ex-ministro afirma que é difícil fazer a comparação, mas acredita que em termos de impacto o conflito no Rio de Janeiro é maior do que o registrado em São Paulo.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, Luiz Flávio Borges D’Urso, observa que enquanto em São Paulo houve uma tentativa do crime organizado de enfrentar e desmoralizar o poder público, prontamente respondida, na opinião dele, no Rio de Janeiro as forças policiais recuperam um espaço que estava dominado pelo tráfico enfrentando condições geográficas desfavoráveis e o poderio bélico dos criminosos.
“O Rio tem uma topografia que favorece os guetos, espaços onde o Estado não conseguia chegar”, afirmou. “São Paulo nunca teve um território dominado pelo tráfico e no Rio o poderio bélico dos criminosos é maior”, afirmou D’Urso.
Veja a Tabela no link http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/rio-contra-o-crime/noticia/2010/11/em-9-dias-de-conflito-rj-teve-menos-mortes-do-que-em-sp-em-2006.html
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Alunos pedem mais qualidade de ensino

Um grupo de alunos realizou um protesto em frente à Escola Estadual Bento de Abreu na manhã desta quarta-feira (17).
Karin Gutierres
Um manifesto distribuído por alunos da Escola Estadual Bento de Abreu (EEBA) questiona a qualidade do ensino na rede pública estadual.
No documento, assinado por “Alunos que lutam”, os estudantes mostram-se indignados com a falta de professores e o excesso de "janelas" durante todo o ano letivo, que estaria, segundo eles, comprometendo a formação. Também não há materiais didáticos de qualidade para o desenvolvimento das atividades educacionais, nem biblioteca aberta à comunidade estudantil no prédio da escola. Por isso, a etapa de preparação para os vestibulares ficou comprometida.
“Temos que lutar pelos nossos direitos, com inteligência, pois violência nos tira a razão. Até quando vamos fechar os olhos para este problema?", diz o manifesto. De acordo com Ana Gabriela Souza dos Santos, líder do movimento, desde o início do ano sua classe está sem professores nas áreas de química, história e biologia. “E hoje esta acontecendo o SARESP. O que querem avaliar?”, diz a estudante.
A direção da escola não foi autorizada a dar informações.